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SÍNDROME DO MANGUITO ROTADOR (CIDM75.1)


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Publicação: 13/03/2011


SÍNDROME DO MANGUITO ROTADOR (CID M75.1)

 

• Descrição

 

            Inflamação aguda ou crônica acometendo tendões da bainha dos rotadora, especialmente por compressão da bursa e do tendão supra-espinhal entre a grande tuberosidade do úmero e a porção anterior a inferior do acrômio e ligamento acrômio-clavicular, durante a elevação do braço.

 

            Esta patologia é mais comum acima de 40 anos, e com sua progressão a dor no ombro torna-se mais constante, podendo irradiar-se para a coluna cervical e membro superior. Atividades com membros acima da cabeça e movimentos repetitivos do braço agravam a patologia.

 

            O quadro clínico caracteriza-se por dor intermitente no ombro, que piora com esforços físicos e à noite. A dor pode se irradiar para a face lateral do braço e associar-se com a diminuição das forças de rotação externa e abdução. O paciente queixa-se de crepitação, dificuldade ou impossibilidade para elevar ou manter o braço elevado.

 

            O diagnóstico é essencialmente clínico, sendo auxiliado por radiografias simples do ombro com incidências especiais. O ultra-som do ombro, preferencialmente bilateral, pode mostrar tendinites, bursites e lesões incompletas do tendão supraespinhal, edema da cabeça longa do bíceps, afilamento, ausência parcial ou completa do tendão supra-espinhal, rupturas do tendão supra-espinhal e infra-espinhal e alterações degenerativas da bolsa subdeltoídea.

 

• Exame Médico Pericial

 

            - Estágio 1: Mais freqüente em menores de 25 anos; dor em trajeto de tendão de supra-espinhal, relacionada ao esforço, que melhora com repouso, geralmente sem dor noturna e sem limitação de movimentos. Ao exame físico evidenciam-se teste de Neer e/ou de Jobe positivos.

 

            - Estágio 2: Mais freqüente entre 25 e 40 anos; dor aos esforços e no repouso (noturna), pode haver limitação de movimentos (pela dor). Os testes de Neer e/ou Jobe são positivos.

 

            - Estágio 3: Mais freqüente em maiores de 50 anos; dor de intensidade variável, que piora à noite, resistente à AINE e à infiltração com corticóides. Em fases tardias, pode haver hipotrofia do músculo deltóide (desuso). Movimentos do ombro geralmente são normais, podendo haver graus variados de restrição articular. Os testes de Neer e/ou Jobe são positivos.

 

Diagnóstico baseado em sinais e sintomas

 

            Na tendinite aguda, o braço pode abduzir 60 graus sem dor significativa. A dor manifesta-se na abdução entre 60 e 120 graus. Com o braço em rotação externa, a elevação entre 120 e 180 graus o quadro passa a ser menos doloroso.

 

Conduta Médico-Pericial da Síndrome do Manguito Rotador

 

            Registrar, também, todas as amplitudes articulares, com o intuito de comparar com exames posteriores.

            Prognóstico geralmente favorável. O tempo de incapacidade laborativa depende da gravidade da lesão.

 

           

 

 

Em Avaliação Inicial:

 

                        a) Estágio 1: incapacidade de até 60 dias;

 

                        b) Estágio 2: incapacidade de até 6 meses;

 

                        c) Estágio 3: incapacidade de 12 a 18 meses. A maioria dos pacientes mostra redução gradual dos sintomas em períodos de até 18 meses.

 

            Encaminhar precocemente para Reabilitação Profissional, mesmo na vigência do tratamento, os segurados que exercem atividade que predispõe ao impacto, ou seja, aquelas que utilizam postura do ombro acima de 60º de abdução. Evitar, também, atividades agravantes, que exijam sustentação de peso.

 

            REABILITAÇÃO PROFISSIONAL: analisar posto de trabalho, em relação às atividades causadoras de impacto, ou seja, aquelas que utilizam postura do ombro acima de 60º de abdução. Se necessário, adequar o posto de trabalho ou mudar de função.

 

            REVISÃO EM DOIS ANOS: casos excepcionais e com graves complicações

 

            LIMITE INDEFINIDO (LI): segurado em idade avançada e inelegível para cumprir Programa de Reabilitação Profissional. 

 

 

 



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